A gripe por Influenza se caracteriza por uma afecção catarral
das vias respiratórias superiores. Sua transmissão se dá através das pequenas
gotículas de saliva que se projetam ao tossir ou espirrar, o que fazem com
freqüência as pessoas gripadas. Se alguém estiver no mesmo ambiente de alguém
gripado pode se contaminar pelos vírus suspensos no ar. Um espirro é capaz
de soltar centenas de milhares de vírus de uma só vez.
Os vírus invadem as células do aparelho respiratório, multiplicam-se
e determinam as alterações responsáveis pelo quadro clínico gripal. Os primeiros
sintomas costumam se manifestar 24 horas após o contato infectante. Aproximadamente
24 horas após o contato infectante, surgem sintomas como cefaléia, febre,
calafrios, fraqueza, dor muscular, tosse, espirros, secreção nasal. O paciente
percebe logo a necessidade de recolher-se ao leito. Com muita freqüência,
dias de trabalho e atividades escolares são perdidos em função destes infortúnios.
Fato este que se torna ainda mais relevante em países como é o caso do Brasil.
No Hemisfério Norte o vírus da influenza causa doença principalmente
no período do inverno, correspondendo aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro,
quando a maior permanência das pessoas em lugares fechados favorece a rápida
disseminação viral. No Hemisfério Sul, os meses de maior circulação do vírus
corresponde aos meses de junho a agosto, principalmente naquelas regiões que
possuem o inverno mais frio. As cepas que circulam nos dois hemisférios não
são exatamente as mesmas, o que implica em vacinas específicas contendo, para
cada hemisfério, as cepas mais prevalentes.
As infecções respiratórias agudas, desde as mais leves até
as mais graves, podem ter como causa mais de 300 tipos diferentes de vírus.
O vírus da influenza é apenas um destes e causa uma doença, em geral auto-limitada
e contagiosa, que se propaga com bastante rapidez. A doença pode apresentar
complicações em idosos, pessoas com doenças crônicas do coração, pulmões,
rins, indivíduos com diabetes, anemias severas e imunodeprimidos.
A patogênese da infecção envolve transmissão respiratória
do vírus, replicação no epitélio pulmonar com subseqüente destruição de células,
não se demonstra viremia e permanece nas secreções respiratórias por 5 a 10
dias.